Ao longo dos próximos dois anos, a Universidade Portucalense vai apoiar a transformação digital das empresas da construção da região do Tâmega e Sousa, através do projeto “ConstróiTech – Tâmega e Sousa”, que combina investigação aplicada, capacitação e acompanhamento especializado às organizações.
Coordenada pelo REMIT – Research on Economics, Management and Information Technologies, a iniciativa pretende acelerar a adoção de soluções digitais, reforçar a competitividade do setor e promover a transferência de conhecimento para o tecido empresarial.
A primeira fase da iniciativa contempla a realização de um diagnóstico do nível de maturidade digital das empresas da construção civil da região do Tâmega e Sousa. Este levantamento permitirá identificar necessidades, constrangimentos e oportunidades de melhoria, servindo de base ao desenho das ações de capacitação e acompanhamento.
O projeto prevê a realização de workshops, webinars e de um Programa de Aceleração, através do qual equipas multidisciplinares da Universidade acompanharão diretamente as empresas na conceção e implementação de projetos de transformação digital. O apoio abrangerá a identificação de necessidades, a definição de estratégias, a seleção de soluções tecnológicas e a adoção de boas práticas de gestão, assegurando uma abordagem integrada ao processo de digitalização.
Entre as áreas tecnológicas abordadas destacam-se o Big Data, a Internet das Coisas, a Robótica, os Gémeos Digitais e a Inteligência Artificial. No entanto, Filomena Castro Lopes, responsável do projeto, sublinha que a transformação digital não depende apenas da introdução de novas tecnologias, exigindo igualmente a revisão de processos, o desenvolvimento de competências, a valorização da cultura organizacional e a integração da inovação digital na estratégia das empresas.
“A transformação digital só gera impacto quando faz parte da estratégia das organizações e se traduz em novas formas de trabalhar, de decidir e de criar valor”, destaca.
A digitalização permite aumentar a eficiência operacional, reduzir custos e erros, potenciar a inovação e desenvolver novos modelos de negócio, contribuindo para reforçar a competitividade das empresas num mercado cada vez mais exigente. O projeto está igualmente alinhado com as metas da Década Digital Europeia, que estabelecem como objetivo que, até 2030, 90% das pequenas e médias empresas alcancem um nível básico de intensidade digital.
Para Filomena Castro Lopes, o sucesso do “ConstróiTech – Tâmega e Sousa” será avaliado pelo impacto efetivo nas organizações participantes.
“O objetivo é que um número significativo de empresas passe a integrar o digital na sua visão estratégica e que várias delas concluam este projeto com iniciativas concretas de transformação digital já em implementação.”
