A Inteligência Artificial poderá desempenhar um papel decisivo na modernização da Administração Pública portuguesa, contribuindo para serviços mais eficientes, processos mais ágeis e uma maior capacidade de resposta às necessidades dos cidadãos.
Esta foi uma das principais mensagens deixadas por Manuel Dias, Presidente da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado, na conferência “Do algoritmo ao impacto: A IA na Reforma Tecnológica do Estado”, integrada no Ciclo de Seminários “Os Caminhos das Ideias”, no dia 10 de julho.
Manuel Dias apresentou a estratégia nacional para a adoção da Inteligência Artificial até 2030, assente em quatro eixos: a modernização dos serviços públicos, a otimização dos processos administrativos, a qualificação dos trabalhadores da Administração Pública e o reforço da investigação e da inovação.
Para ilustrar a aplicação prática desta estratégia, partilhou sete projetos atualmente em desenvolvimento em organismos públicos, que demonstram a utilização da Inteligência Artificial em áreas como a segurança, a defesa, as infraestruturas e a gestão administrativa. As iniciativas envolvem entidades como a PSP, a GNR, a Marinha Portuguesa, o Estado-Maior-General das Forças Armadas e a Infraestruturas de Portugal e abrangem soluções de apoio ao recrutamento, à automatização de processos, à deteção de vulnerabilidades em infraestruturas críticas, à contratação pública e ao apoio à decisão.
Ao longo da conferência, Manuel Dias defendeu que a Inteligência Artificial constitui uma oportunidade para aumentar a produtividade, reforçar a competitividade do país e acelerar a transformação digital do Estado. Sublinhou, contudo, que este processo depende da qualificação de profissionais, da capacitação das organizações e da integração estratégica destas tecnologias nos modelos de funcionamento da Administração Pública.
