Portugal continua a enfrentar dificuldades na definição de uma estratégia integrada para o desenvolvimento do país e dos territórios. A reflexão foi deixada por Emídio Ferreira Gomes, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, durante o seminário “Globalização e Equilíbrio Geoestratégico: o papel da Metro do Porto”, promovido no âmbito do Ciclo de Seminários “Os Caminhos das Ideias”.
A mobilidade, o ordenamento do território e a expansão da rede da Metro do Porto estiveram no centro da intervenção. Emídio Ferreira Gomes destacou o projeto de ligação à Trofa, sublinhando que o transbordo entre metro e metrobus, na estação do Muro, será assegurado de forma rápida e eficiente, através de plataformas interligadas.
Relativamente às novas linhas, revelou que a Linha Rosa, que ligará a Casa da Música a Santo Ovídio, deverá entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2027. Já a Linha Rubi, entre a Casa da Música e São Bento, dificilmente estará concluída antes de 2028. “Em obras públicas não há outro caminho que não a verdade e a transparência”, afirmou.
Ao longo da sessão, o responsável defendeu ainda que “sem criação de riqueza e de valor não há redistribuição justa”, alertando para a necessidade de o país pensar o desenvolvimento de forma articulada e de longo prazo. A encerrar a intervenção, partilhou aquele que considera ser o seu principal objetivo para o território nacional: “uma política de desenvolvimento global para o território como um todo”.
