Universidade Portucalense – Infante D. Henrique

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Álvaro Santos defende inovação e cooperação como eixos estratégicos para o futuro do Norte

O presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Álvaro Santos, defendeu que a inovação, a cooperação territorial e a capacidade de execução serão determinantes para reforçar a competitividade da Região Norte.

A posição foi assumida na sessão inaugural do Ciclo de Seminários “Os Caminhos das Ideias”, dedicada ao tema “Ideias que transformam territórios: Das ideias à ação — como se constrói o futuro a Norte”, que se realizou no dia 24 de abril.

Na intervenção, Álvaro Santos destacou a trajetória de convergência económica da região, que atingiu 70,8% do PIB per capita da média da União Europeia, embora mantendo o estatuto de região menos desenvolvida. Sublinhou ainda a criação de mais de 335 mil empregos desde 2014 e uma taxa de desemprego de 6,3% em 2025.

O responsável apontou também a evolução da estrutura económica regional, marcada pelo peso crescente dos serviços, que representam 65,1% do emprego, e pela transição da indústria para atividades de maior valor acrescentado. O Norte mantém a liderança nacional nas exportações de bens, com 33% do total, enquanto o turismo registou um crescimento de 143% nas dormidas na última década.

A cooperação com a Galiza foi identificada como um ativo estratégico, envolvendo cerca de 15 mil trabalhadores transfronteiriços por dia e iniciativas conjuntas nas áreas empresarial, infraestrutural e social.

Na área da inovação, Álvaro Santos reconheceu que a região continua classificada como “Inovador Moderado”, com 88,8 pontos face à média europeia. Para melhorar este posicionamento, defendeu o reforço do investimento empresarial em inovação, a valorização económica do conhecimento e a simplificação dos apoios públicos.

O presidente da CCDR-N recordou ainda que o Programa Regional do Norte dispõe de 3,4 mil milhões de euros para apoiar a competitividade, a transição climática e a coesão territorial. Já a proposta de Quadro Financeiro Plurianual 2028–2034 aponta para maior flexibilidade e orientação para resultados, mas coloca novos desafios à governação regional.

A sessão terminou com uma mensagem clara: o futuro do Norte dependerá da capacidade de alinhar financiamento, estratégia e execução para acelerar a transformação económica e territorial da região.

Álvaro Santos defende inovação e cooperação como eixos estratégicos para o futuro do Norte
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