Universidade Portucalense – Infante D. Henrique

Universidade Portucalense Infante D. Henrique is a cooperative higher education and scientific research establishment

Notícias

Portucalense acolhe projeto INNOVA

No âmbito do projeto Erasmus + KA2 INNOVA “Promoting research Management at Higher Education Institutions in Bolivia and Paraguay”, a Universidade Portucalense acolhe uma visita de estudo/reunião com as universidades parceiras da Bolívia e do Paraguai, entre 9 e 11 de maio. O objetivo deste evento é conhecer a experiência das universidades europeias em gestão da investigação, a partir de um diálogo e intercâmbio de conhecimentos. Consulte aqui o programa

Aumentar a literacia financeira

Maria Emília Teixeira, coordenadora do Grupo de Investigação “Capital, Labour, Tax and Trade” do Instituto Jurídico Portucalense, apresenta a investigação “Regulação e Literacia Financeira”.  https://youtu.be/Xhts5kZUyQI  Este projeto tem como propósito principal analisar os fenómenos geradores de crises financeiras e potenciadores do risco sistémico e, complementarmente, identificar os mecanismos preventivos destes fenómenos, sugerindo melhorias na regulação, formas de contratação e funcionamento do sistema financeiro.

“Dar tudo quanto temos naquilo que fazemos”

Manuela Garrido, 53 anos, fez parte da primeira turma da Licenciatura de Direito da Universidade Portucalense (1986-1991). Atualmente, é Diretora Municipal de Gestão e Finanças do Município de Vila Nova de Gaia. As praias deste Município são o seu lugar de eleição. Comunica UPT: É licenciada e mestre em Direto. Quais as razões que a levaram escolher esta área? Manuela Garrido: O gosto pela área do Direito surgiu na adolescência. O sentido de justiça que deve presidir à nossa vida, nas mais variadas facetas, foi o mote para a escolha. Como viveu esses anos académicos?  Com muito estudo, muitas amizades. Vivi-os de uma forma feliz! Quais as competências conferidas pela licenciatura que considera fundamentais na sua carreira profissional? Para além das competências científicas, principalmente as competências comportamentais, nomeadamente, a dedicação, o empenho, a persistência, o trabalho e, acima de tudo, o gosto pelo que se faz. Um momento da vida académica que nunca esqueceu? A missa da bênção das pastas no meu 5º ano, em 1991, na Sé Catedral do Porto, foi um momento muito emotivo. Fiz parte do coro sob a batuta do meu amigo de juventude, Padre Bacelar. Uma “cadeira” em particular que a tenha marcado? Algum professor? “Direito Internacional Privado” com o professor Lobo Xavier e “Direito Fiscal” com o professor Pedro Marinho Falcão. Depois da Licenciatura, como decorreu o seu percurso profissional? Em 1991, fiz um estágio na Ordem dos Advogados e exerci a advocacia até 1996, momento em que ingressei na Inspeção-Geral de Finanças, tendo-me dedicado exclusivamente ao Direito Público desde aí. De 2001 a 2008, exerci funções no Município de Vila Nova de Gaia, em regime de comissão de serviço, como Diretora Municipal de Gestão Financeira, Diretora Municipal de Obras e Equipamentos Municipais e Diretora Municipal de Desenvolvimento e Qualidade de Vida. Em 2008 regressei à Inspeção-Geral de Finanças tendo assumido as funções de Inspetora Diretora da área do Controlo Tutelar Autárquico de 2012 a 2015, data em que assumi novamente funções no Município de Vila Nova de Gaia como Diretora Municipal de Administração e Finanças até janeiro de 2022, tendo nessa data sido nomeada, fruto da reorganização dos serviços municipais Diretora Municipal de Gestão e Finanças, cargo que ocupo nesta data. Fez carreira na Administração Pública. O que a desafia nesta área? O sentido de serviço à comunidade. O interesse público que conseguimos concretizar em tudo quanto fazemos ou que não conseguimos concretizar em tudo o que deixamos de fazer, a otimização da despesa pública, a boa gestão em prol da comunidade. Tudo isto me alicia. Atualmente está à frente das Gestão e Finanças do Município. Esta evolução demonstra que a área do Direito é transversal? Sem dúvida. A área municipal que está sob a minha responsabilidade, para além de fortemente económico-financeira, tem muito de gestão, tem muito de direito. O Direito é transversal em todas as áreas da sociedade. Quantos elementos tem a sua equipa? E que formação têm? Na Direção Municipal de Gestão e Finanças somos 242 colaboradores, entre os quais 10 dirigentes, 60 técnicos superiores da área económico-financeira, direito, administração pública, auditoria, informática, história, arquivo, 80 assistentes técnicos, 70 assistentes operacionais e 22 da carreira especial de informática. Pode descrever, sucintamente, como é o seu dia a dia de trabalho? Acordo cedo, deixo os meus filhos na escola e chego igualmente cedo ao Município. Normalmente começo o meu dia pela leitura dos emails, Diário da República e Jornal Diário e, depois disso, o despacho diário normal e as mais variadas reuniões. Ao final de tarde acompanho os meus filhos nas atividades extracurriculares e regresso a casa, onde faço a vida de qualquer mãe de família. Um momento da sua vida profissional que tenha sido decisivo e porquê? O ingresso na Administração Pública, em 1996. O concurso para o ingresso na Inspeção-Geral de Finanças durou cerca de três anos e quando saiu o resultado já tinha o meu escritório próprio onde exercia advocacia e foi uma decisão muito difícil de tomar, o abandono da advocacia e a entrega da cédula profissional na Ordem dos Advogados. Tem algumas rotinas diárias que não abre mão? Se sim, quais? Tomar o pequeno-almoço tranquilamente depois de deixar os meus filhos na escola e antes de começar o trabalho. Que conselho deixa aos estudantes finalistas para o sucesso no mercado de trabalho? Não sou muito de dar conselhos. Acho que é importante descobrirmos por nós. Até os enganos fazem parte do percurso e ajudam-nos a crescer. Na vida dificilmente haverá sucesso sem dedicação, quer na vida pessoal, quer na vida profissional. Por fim, um conselho para a formulação dos cursos de Direito. Uma sugestão passa pela valorização da parte prática, formatando e ajustando os conteúdos programáticos à realidade da sociedade em que estamos inseridos.  Direito numa palavra: Justiça Administração Pública numa palavra: Bem servir Hobbies: Música e caminhar Um livro: “As palavras que nunca te direi”, de Nicholas Sparks Uma música: “Respirar”, de Bebe Uma série de TV: “Fame” Um lema de vida: Dar tudo quanto temos naquilo que fazemos A pessoa que mais a inspira e porquê: O meu pai, pelos ensinamentos que me passou – seriedade, verticalidade e dedicação ao trabalho e à família.

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