Universidade Portucalense – Infante D. Henrique

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O futuro dos centros históricos

Universidade Portucalense vai assinalar o Dia Nacional dos Centros Históricos no próximo dia 26 de março com uma iniciativa que transporta o debate académico para o próprio território: o centro histórico de Viana do Castelo.

Nos últimos anos, os centros históricos portugueses passaram por transformações profundas. A reabilitação urbana, a valorização turística e o dinamismo económico trouxeram nova vida a estes territórios, mas também levantaram questões críticas sobre o equilíbrio entre a preservação patrimonial, a sustentabilidade urbana e a qualidade de vida das comunidades.

Em várias cidades, a procura turística e a pressão imobiliária têm provocado o aumento das rendas, a alteração das funções urbanas e a substituição gradual de residentes por atividades ligadas ao turismo. O desafio é claro: preservar a identidade e autenticidade destes territórios, mantendo-os como espaços vivos de comunidade, fruição e memória.

É neste contexto que surge o UPT Outdoors: Desafios e Oportunidades nos Centros Históricos, iniciativa promovida pela Cultura@Portucalense e pelo Departamento de Turismo, Património e Cultura, no âmbito do Projeto Interdisciplinar de Inovação em Destinos Turísticos e de diversas unidades curriculares dos 1º e 2º ciclos de Turismo. Projeto que vem sendo aplicado há alguns anos em vários municípios do país e que já obteve diversos prêmios, inclusive nacionais.

A iniciativa realiza-se no Viana Welcome Centre, Posto Municipal de Turismo da cidade, a partir das 10h30, e propõe uma abordagem diferente à discussão destes temas, levando a reflexão para o próprio território urbano.

O programa inclui visitas guiadas dedicadas ao turismo industrial, religioso e etnográfico, permitindo explorar alguns dos principais marcos patrimoniais da cidade, como o Navio-Hospital Gil Eannes, a Ponte Eiffel de Viana do Castelo, o Museu do Traje de Viana do Castelo e a Basílica do Sagrado Coração de Jesus do Monte de Santa Luzia.

“Os centros históricos não podem ser transformados em vitrinas turísticas. É urgente conciliar preservação patrimonial, autenticidade e vida das comunidades locais, garantindo que estes espaços continuem a ser lugares vivos e significativos”,  afirma Fátima Matos Silva, Coordenadora do Projeto Cultura@Portucalense.

Ao assinalar esta data, a Universidade Portucalense pretende contribuir para uma reflexão cada vez mais relevante nas cidades contemporâneas, defendendo que os centros históricos devem continuar a ser lugares de vida, identidade e memória coletiva, mesmo num contexto de crescente pressão turística e de transformação urbana.

 

O futuro dos centros históricos
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