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“É a oportunidade para grandes mudanças”

“É a oportunidade para grandes mudanças”

António Ferrão Filipe, Vice-reitor para a área do Ensino, faz o balanço da adaptação do ensino a distância provocado pela pandemia da Covid-19 e aponta pistas para o funcionamento do próximo ano letivo.  

Comunica UPT: No último trimestre, a Universidade Portucalense viveu um dos momentos mais desafiantes da sua história com a suspensão das aulas presenciais, devido à pandemia, e a adoção do ensino a distância. Que balanço e avaliação faz desta transformação?

Ferrão Filipe: A Universidade Portucalense, tal como toda a sociedade civil, económica, cultural, científica e educacional, tal como todo o ensino e o superior em particular, foi confrontada com uma ameaça completamente improvável, imprevisível e desconhecida que, de um dia para o outro, veio colocar em causa a continuação do modelo de ensino como o conhecíamos e dávamos como garantido. Todo o sistema procurou reagir rapidamente em resposta à situação, procurando transformar esta enorme ameaça numa oportunidade. Uma oportunidade para procurar e ensaiar outras formas de estar neste mundo da educação superior à qual corresponde uma etapa na vida dos jovens que, não sendo rigidamente determinante, é um momento fundamental para a construção do seu caminho de vida, pessoal, profissional e até social.

 

Quais as oportunidades e os desafios que a Universidade encontrou neste novo tempo?

A Universidade Portucalense soube responder ao desafio, reunindo todos os esforços da sua vasta equipa de docentes, colaboradores e responsáveis e rapidamente desenhou e implementou todo um sistema alternativo, passando a oferecer toda a sua formação online, o que foi acompanhado de uma grande aceitação e cooperação dos estudantes. Mas não foi apenas no ensino que a Universidade respondeu eficazmente, também o conseguiu na área da saúde, criando de imediato uma equipa multidisciplinar, para acompanhar e monitorizar possíveis casos ou suspeitas de casos e disponibilizar uma equipa de psicólogos para dar resposta a questões deste foro. 

Um outro enorme desafio surgiu com a avaliação, que coincidiu com o iniciar do desconfinamento e o retorno, de uma forma controlada, à atividade presencial. Os responsáveis políticos apontavam como necessidade imperiosa esse regresso das várias atividades ao modelo presencial. Na área do ensino superior, a mensagem não era diferente. É certo que muitas instituições mantiveram a sua atividade online incluindo a avaliação. No nosso caso, não pudemos deixar de colocar várias questões ao nível da importância e do significado de que se reveste a avaliação das atividades de ensino-aprendizagem. Para além de aferir, quantificar e qualificar os alunos de acordo com o seu trabalho, esforço e resultados, a avaliação tem todo um outro sentido, constituindo-se numa oportunidade para, também, avaliar os próprios métodos e processos envolvidos. Era, pois, fundamental que a avaliação fosse fidedigna e pudéssemos assumi-la como traduzindo todo o trabalho encetado por todos. 

Depois de analisadas todas as alternativas possíveis, nas condições atuais, nomeadamente tecnológicas, só se nos afigurava um único cenário - a avaliação presencial. Está a ser um enorme esforço, assegurar o decorrer, seguro e tranquilo, do retorno dos nossos estudantes às salas de atividades letivas no respeito total pela saúde e bem-estar de todos. Este período teve início no dia 1 de junho e podemos já afirmar que também este desafio está a ser vencido. Também aqui contámos com a compreensão e colaboração de todos, incluindo os estudantes que souberam cumprir as regras que lhes foram impostas.

 

De que modo essa aprendizagem irá refletir e impactar no ensino do próximo ano letivo?

Este tempo de ensino-aprendizagem à distância ensinou-nos imenso, a todos, colaboradores, docentes, estudantes. Haverá imenso a melhorar, certamente, nas tecnologias, mas principalmente nas metodologias e processos. É certo que a presença física no campus, dos jovens e dos docentes, é fundamental, não temos dúvidas quanto a esta matéria, não só do ponto de vista da socialização, dimensão fundamental, mas igualmente na construção da relação docente e aluno, igualmente fundamental na motivação, suporte, estímulo e monitorização da aprendizagem. Assim sendo, todos queremos que o próximo e os próximos anos letivos sejam o resultado progressivo da implementação de um novo modelo que permita introduzir novas formas de saber estar e de saber ser. Vamos dar lugar à criatividade, sair do quadrado, romper com algumas tradições e permitir a inovação. Neste campo não há uma e só uma forma de ver as coisas e ainda menos de as fazer. É a grande oportunidade para que ocorram mudanças.

 

No ano letivo 2020-2021, a UPT conta, até ao momento, com três novidades ao nível da oferta formativa: duas licenciaturas novas - Marketing e Engenharia Informática - e um mestrado - Relações Internacionais e Diplomacia. Qual a importância destes novos cursos para o projeto de ensino da Universidade?  

A Universidade Portucalense tem um projeto ambicioso e realista. Um projeto que passa pela sua afirmação como uma grande Universidade no contexto do Ensino Superior privado, não apenas no contexto português, mas também no contexto internacional. Neste sentido, a Universidade pretende assumir um papel cada vez mais importante em áreas como a ligação às empresas e ao mundo profissional, a responsabilidade social, o apoio comunitário, a cultura e o desporto. É neste contexto de um grande projeto que continuamos a construir caminhos e a desenvolver valências. O ensino-aprendizagem não poderia ficar fora deste desejo de reforço e crescimento. Assim sendo, estes cursos novos, com início já em outubro, surgem naturalmente como resultado desse processo contínuo. A Engenharia Informática, que gostaria de destacar, abre-nos todo um novo caminho de trabalho e progressão. Além de ser hoje uma área de forte procura e de forte necessidade de profissionais, é uma nova aresta do prisma que abre a porta a novas possíveis ofertas. 

Ao nível da formação avançada e dos doutoramentos, estão a ser desenvolvidos novos projetos? 

Ao nível do Doutoramento se é certo que se nos afigura como fundamental a afirmação e reforço dos Doutoramentos já existentes, também é certo que também aqui não estamos nem estaremos inativos. Vários projetos estão a ser formatados, em colaboração com outras universidades, a nível nacional e internacional. As pós-graduações, mais curtas ou mais longas, com formatos diferenciados, assim como a formação de executivos são áreas que muito em breve veremos reforçadas com muitas surpresas.

Que modelo de Ensino é esperado a partir de setembro?

No que diz respeito ao início do próximo ano letivo existem ainda uma série de incógnitas, no entanto, o que poderemos assegurar é que vamos estar presentes neste magnífico campus que é a Universidade Portucalense e que todos, colaboradores, docentes e estudantes vão estar profundamente envolvidos nas atividades letivas e na adoção de novos modelos. Vamos ter surpresas? Sem dúvida. Vamos ter salas sem cadeiras? É possível. Vamos ter aulas em diferentes contextos? Porque não? Uma coisa temos a certeza, os alunos e o sucesso da sua formação como futuros profissionais, como cidadãos, como humanos, como gestores da sua vida, serão sempre o centro de toda a atividade.

 

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