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"Aprendi que tenho de trabalhar com significado"

"Aprendi que tenho de trabalhar com significado"

Rita Vilar, 23 anos, licenciou-se em Psicologia e concluiu o mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde na Universidade Portucalense. Define o psicólogo como “a lanterna que aponta o caminho, mas que não o percorre”. É natural de Santa Maria da Feira e tem como resolução para 2020, “iniciar o Ano Profissional Júnior”.

Comunica UPT: O que a levou a estudar Psicologia?

Rita Vilar: A Psicologia não estava nos meus planos para o futuro. Na escolha para o Ensino Superior só tinha uma certeza: queria escolher um curso relacionado com o comportamento humano. A partir desse ponto, escolhi Psicologia, e não poderia estar mais feliz. Desde o primeiro dia de aulas, não me imaginava noutro curso.

 

No âmbito do mestrado, em que instituição realizou estágio curricular e como avalia essa experiência?

Realizei o estágio curricular na Obra do Frei Gil, mais concretamente no Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental. Este estágio decorreu entre outubro de 2018 e maio de 2019, num total de 680 horas, e foi a experiência mais enriquecedora do meu percurso académico. Todas as atividades que desenvolvi, no âmbito desta oportunidade, possibilitaram-me abraçar a teoria aliada à prática, com desafios constantes que superei graças à entreajuda de uma equipa multidisciplinar. Com esta equipa aprendi bastante - cruzar conhecimentos, saberes e experiências, é a forma mais rica de trabalhar.

 

Quais foram as principais atividades desenvolvidas ao longo deste estágio?

Neste estágio trabalhei com três famílias. Auxiliei os pais na aplicação de um programa de educação parental e auxiliei as crianças num programa de autorregulação da aprendizagem. Tive ainda a oportunidade de desenvolver e aplicar uma dinâmica, na esfera da prevenção dos maus tratos infantis, e de aplicar uma escala de avaliação de competências no desenvolvimento infantil e respetivo relatório a uma das crianças que acompanhava. Todas estas atividades proporcionaram-me o desenvolvimento de competências sistémicas, lecionadas no meu percurso académico. 

 

Qual a aprendizagem que não esquece desta primeira experiência laboral?

Esta experiência deu-me muitas aprendizagens que levo para a minha vida pessoal e profissional. Uma delas é a de trabalhar sempre com significado, não esquecer o motivo pelo qual comecei e voltar atrás sempre que for necessário. Aprendi também que é fundamental ter um suporte teórico e conhecer sempre a causa pela qual trabalho. Aprendi que não me posso cansar de questionar, de querer saber mais e de querer fazer diferente. Aprendi que cada pequeno passo é uma conquista grandiosa. Aprendi também que todas as famílias são competentes, mas que não posso pedir a uma delas para voar quando esta não possui asas. Acima de tudo, nunca me posso esquecer que antes de ser uma profissional, sou uma pessoa.

 

Algum conselho para os estudantes que irão abraçar oportunidades de estágio e de trabalho?

Aconselho que perguntem, pesquisem, tenham sede de saber e que tirem o melhor partido desta experiência. Não se acomodem com o que está feito e pensem para lá do que já existe. Acreditem nas capacidades que têm e identifiquem as que ainda podem desenvolver. Conversem, sejam sinceros e expressem expectativas. Abracem as oportunidades, estejam disponíveis para melhorar e tenham a mente aberta.

 

O que gostaria de fazer na área da Psicologia e porquê?

A Psicologia é uma árvore com muitos ramos. O facto de ser uma ciência com possibilidades tão vastas e diversificadas, não facilita a tarefa de escolha. Confesso que a área clínica tem o meu coração, mas não descarto a Psicologia da Educação, pelo interesse no desenvolvimento de competências em crianças e adolescentes que descobri durante o estágio curricular. Seria perfeito aliar estas duas áreas. Quem sabe desenvolver um programa de regulação emocional em crianças e adolescentes, com o objetivo de potenciar uma boa qualidade de vida emocional, tendo como objetivo último o desenvolvimento pessoal e o autoconhecimento.

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