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Modelos de Intervenção Psicológica 2 2017/2018

  • 6 ECTS
  • Lecionada em Português
  • Avaliação Contínua

Objetivos

A UC pretende introduzir os alunos ao conceitos e processos terapêuticos fundamentais das correntes construtivista, sistémica, e cognitivo-comportamental de 1ª, 2ª e 3ª geração.
No final do semestre, o discente deverá:
1) Compreender a origem e evolução histórica, os constructos teóricos, a conceção de funcionamento psicológico, a perturbação e processo de mudança enquanto definidos por cada um destes modelos;
2) Conhecer as diferentes qualidades e competências terapêuticas implicadas numa entrevista psicológica segundo cada um destes modelos, bem como os diferentes procedimentos de intervenção psicológica a estes associadas;
3) Refletir criticamente sobre os diferentes modelos de intervenção;
4) Conhecer investigação atual sobre a eficácia das intervenções apresentadas.

Pré-Requisitos Recomendados

É importante para esta unidade curricular que o aluno detenha conhecimentos básicos ao nível da História da Psicologia, nomeadamente, da teoria behaviorista, cognitivista e construtivista, bem como conhecimentos de psicopatologia geral, lecionados nas UCs de Psicologia da Personalidade e Psicopatologia I e II. É importante ainda que o aluno já detenha conhecimentos básicos ao nível da entrevista psicológica, versados na UC de Modelos de Intervenção Psicológica I.

Método de Ensino

As aulas expositivas teórico-práticas conciliarão metodologias expositiva - suportada em diapositivos e na discussão e comentário da bibliografia recomendada e complementar, bem assim como de artigos científicos, - e ativa - pressupondo a realização de exercícios práticos em grupo, incluindo role-plays, demonstrações e simulações, visionamento e análise de filmes e de extratos de consultas, e de um trabalho escrito de grupo.

A metodologia de avaliação é contínua, composta por quatro elementos de avaliação a decorrer ao longo do semestre letivo: três mini-testes escritos, cada um valendo 25% da nota final, e um trabalho de grupo escrito sobre a conceptualização de um caso clínico (cedido pelas docentes) e definição de áreas de intervenção de acordo com um modelo de intervenção específico, valendo 25% da nota final.

Conteúdos Programáticos

1. Modelos construtivistas
1.1. Enquad. histórico
1.2. Press. básicos e proc. terapêutico
1.2.1. Ter. narrativa
1.2.2. Ter. de reconstrução de significados
2. Modelos Sistémicos
2.1. Enquad. histórico
2.2. Press. básicos e proc. terapêutico
2.2.1. Teoria Geral dos Sistemas, cibernética e teoria da comun. humana
2.2.2. Ciclo vital da família, hip. sistémica, circularidade do proc. terapêutico
2.2.3. Escolas e abord. terapêuticas.
3. Modelos CC de 1.ª Geração
3.1. Enquad. histórico
3.2. Press. básicos e proc. terapêutico:
3.2.1. Cond. clássico
3.2.2. Cond. operante
3.2.3. Aprend. social
4. Modelos CC de 2.ª Geração
4.1. Enquad. histórico
4.2. Press. básicos e proc. terapêutico:
4.2.1. Treino de auto-instrução
4.2.2. Ter. racional emotiva
4.2.3. Ter. cognitiva
4.2.4. Ter. focada nos esquemas
5. Modelos CC de 3.ª Geração
5.1. Enquad. histórico
5.2. Press. básicos e proc. terapêutico:
5.2.1. Ter. focada na compaixão
5.2.2. Ter. da aceitação e compromisso

Bibliografia e Webgrafia Recomendada

Antony, M. M., & Roemer, L. (2011). Behavior Therapy. Washington: American Psychological Association.

Beck, J. (2011). Cognitive Behavior Therapy: basics and beyond (2ª Ed.). New York: The Guilford Press.

Dallos, R., & Draper, R. (2015). An introduction to family therapy: systemic theory and practice (4th Ed.). Berkshire: Open University Press.

Flaxman, P.E., Blackledge, J.T., Bond, F.W. (2011). Acceptance and commitment therapy: Distinctive features. NY: Routledge.

Gilbert, P. (2010). Compassion Focused Therapy: Distinctive Features. NY: Routledge

Leal, I. (Coord.) (2018). Psicoterapias. Lisboa: Pactor.

Neimeyer, R. (2009). Constructivist Therapy: Distinctive Features. NY: Routledge.

Bibliografia Complementar

Carr, A. (2012). Family therapy: concepts, process and practice (3.ª Ed.). New York: John Wiley and Sons.

Dobson, K.S. & Dozois, D.J.A. (2010. Handbook of cognitive-behavioral therapies (3rd ed.). NY: The Guilford Press.

Dryden, W. (2009). Rational emotive behaviour therapy: Disctinctive features. NY: Routledge.

Gonçalves, M. M., & Henriques, M. R. (2012). Terapia narrativa da ansiedade: manual terapêutico para crianças e adolescentes. Braga: Psiquilíbrios Edições.

Gonçalves, O. (1999). Introdução às psicoterapias comportamentais. Coimbra: Quarteto.

Neimeyer, R. (Ed.). (2012). Techniques of grief therapy: creative practices for counseling the bereaved. NY: Routledge.

Rafaeli, E., Bernstein, D.P., & Young, J. (2011). Schema therapy – Distinctive features. NY: Routledge.

Wills, F. (2009). Beck’s cognitive therapy: Distinctive features. NY: Routledge.

Planificação Semanal

S1: Apresentação da unidade curricular: Competências básicas na intervenção psicológica e formulação de casos

S2: Interrupção letiva - Carnaval

S3: Modelos construtivistas: Enquadramento histórico; Pressupostos básicos e processos psicoterapêuticos; Terapia narrativa

S4: Modelos construtivistas: Intervenção centrada na reconstrução de significado; Modelos sistémicos: Enquadramento histórico

S5: Modelos sistémicos:
Pressupostos básicos e processos psicoterapêuticos

S6: Modelos sistémicos: Principais escolas e abordagens terapêuticas;

S7: Modelos cognitivo-comportamentais de 1ª geração: Enquadramento histórico; Pressupostos básicos e processos psicoterapêuticos; Condicionamento clássico e condicionamento operante

S8: Interrupção letiva: Páscoa

S9: Modelos cognitivo-comportamentais de 1ª geração: Aprendizagem social e auto-controlo; Apresentação de trabalhos;

S10: Modelos cognitivo-comportamentais de 2ª geração: Enquadramento histórico; Pressupostos básicos e processos psicoterapêuticos; Treino de auto-instrução e terapia racional emotiva

S11: Modelos cognitivo-comportamentais de 2ª geração: Terapia cognitiva e terapia focada nos esquemas;

S12: Modelos cognitivo-comportamentais de 3ª geração: Enquadramento histórico; Pressupostos básicos e processos psicoterapêuticos; Modelos focados na compaixão

S13: Modelos cognitivo-comportamentais de 3ª geração: Modelos focados na compaixão (cont)

S14: Modelos cognitivo-comportamentais de 3ª geração: Modelos da aceitação e compromisso

S15: Modelos cognitivo-comportamentais de 3ª geração: Modelos da aceitação e compromisso (cont.);

Coerência do programa para com os objetivos

Os objetivos específicos são uma operacionalização pragmática do objetivo geral relativo à introdução às características e conceitos fundamentais das correntes construtivista, sistémica e cognitivo-comportamental. Os conteúdos programáticos seguem de perto os objetivos de aprendizagem, tratando-se de uma sua operacionalização. Os conteúdos dos pontos 1 a 5 prendem-se com os primeiros três objetivos apresentados para esta unidade curricular. Ao longo destes mesmos pontos do conteúdo programático será feita referência a estudos científicos relativos à eficácia das intervenções terapêuticas segundo cada um destes modelos. Procurar-se-á, desta forma, favorecer o espírito crítico, baseado em evidências, da intervenção psicológica e da própria investigação inerente a esta (objetivos específicos 3 e 4).

Coerência dos métodos de ensino para com os objetivos

No sentido de articular a componente teórica com a componente prática desta unidade curricular, serão usadas metodologias de ensino expositivas, demonstrativas, ativas e participativas. Para que aluno adquira conhecimentos básicos sobre intervenção psicológica e sobre os modelos de intervenção construtivistas, sistémicos comportamentalistas, e cognitivo-comportamentais serão usadas em cada aula metodologias expositivas intercaladas com atividades de reflexão, exercício práticos e/ou experiencias, e análise de materiais clínicos transcritos ou videogravados. Para favorecer o espírito crítico do aluno face às intervenções os alunos serão convidados a analisar criticamente artigos científicos sobre a investigação em psicoterapia. As diferenças existentes estre os diferentes modelos de intervenção serão ilustradas através da análise de sessões transcritas e dos vídeos de psicoterapia.

competência genérica relevantedesenvolvida?avaliada?
Análise e sínteseSimSim
Aptidão para aplicação na prática dos conhecimentos teóricosSimSim
Capacidade crítica e de avaliaçãoSimSim
Capacidade de auto-critica e de auto-avaliaçãoSimSim
Competência em língua estrangeira  
Comportamento ético e responsável  
Comunicação oral e escrita Sim
Gestão da informação e da aprendizagemSimSim
Preocupação com a eficácia Sim
Preocupação com a qualidade Sim
Relacionamento interpessoalSim 
Trabalho em equipaSim 
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