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Teorias Críticas da Educação e Justiça Social 2017/2018

  • 8 ECTS
  • Lecionada em Português
  • Avaliação Contínua

Objetivos

i. Desenvolver competências de análise teórica e avaliação epistemológica das múltiplas conceções “críticas de educação”, nomeadamente as que se formaram no âmbito da Escola de Frankfurt, Sociologia neo-marxista, Pós-estruturalismo e Pós-modernismo;
ii. Avaliar as virtudes e os limites da Justiça Distributiva e da Política Liberal na Democracia contemporânea, face aos desafios provocados pela persistência das desigualdades e assimetrias socioeconómicas num mundo globalizado;
iii. Compreender e analisar criticamente a relação entre Educação e Justiça Social, considerando a Educação como instrumento eficaz de transformação social no interior das tensões dialéticas contemporâneas, polarizadas entre reprodução e produção social, violência simbólica e resistência, opressão e emancipação;
iv. Aplicar as teorias críticas da educação a situações e contextos educativos particulares, de forma a delinear políticas e práticas educativas que promovam a equidade social.

Pré-Requisitos Recomendados

Seria recomendável que o estudante possuísse conhecimentos fundamentais em história e sociologia da educação contemporânea.

Método de Ensino

As metodologias de ensino incluem, de forma primacial, a construção interativa e permanente da aprendizagem através de trabalhos individuais e grupais de pesquisa, com exercícios regulares de estudos de caso, com discussão e análise oral e escrita. Os trabalhos de pesquisa são devidamente enquadrados nas aulas de contacto coletivo onde se definem e problematizam as múltiplas Teorias Críticas da Educação e as conceções político-económico-jurídicas de Justiça que visam responder aos desafios da sociedade contemporânea.
A avaliação de tipo contínuo envolve três componentes:
1. Participação oral e escrita nas discussões temáticas das aulas: 20%
2. Trabalho de pesquisa teórica: 40%
3. Trabalho de estudo de caso: 40%

Conteúdos Programáticos

1. Teorias Críticas da Educação
1.1. Crítica da razão e da realidade educativa: entre o Iluminismo e o(s) Marxismo(s)
1.2. Teoria Crítica da Sociedade e da Educação em Frankfurt: Adorno, Habermas e Honneth
1.3. Sociologia crítica da Educação: Bernstein, Bourdieu e Boltansky
1.4. Pós-estruturalismo e pós-modernismo como Crítica epistemológica, ética e político-social da Educação no mundo contemporâneo: Foucault, Lyotard, Levinas e Derrida
1.5. Teoria e pedagogia crítica da libertação: a obra de Paulo Freire
2. Justiça Social: uma construção Política, Económica e Jurídica
2.1. J. Rawls e os princípios de “fairness”
2.2. Estado Justo: o minimalismo neoliberal de Nozick
2.3. Pobreza, liberdade e desenvolvimento de “capacidades”: Sen e Nussbaum
2.4. Políticas de reconhecimento da alteridade: Taylor e Ricoeur
3. Educação: Projeto Antropológico e Político
3.1. Homo educandus: A eficácia ambivalente da Educação
3.2. As teorias críticas como “boas práticas” de transformação social

Bibliografia e Webgrafia Recomendada

Dworkin, R.(2012). Justiça para ouriços. Coimbra: Almedina.
Freire, P.(1975). Pedagogia do oprimido. Porto: Afrontamento.
Freire, P.(2000). Política e educação. São Paulo: Cortez Editora.
Morrow, R.A., & Torres, C.A.(2002). Reading Freire and Habermas: Critical pedagogy and transformative social transformative social change. New York: Teachers College Press.
Nozick,R. (2009). Anarquia, Estado e Utopia. Lisboa: Ed. 70.
Rawls,J. (2013). Uma teoria da justiça. Lisboa: Presença.
Rawls,J. (1997). Liberalismo político. Lisboa: Presença.
Ricoeur,P. (2007). O Justo: ou a essência da justiça. Lisboa: Instituto Piaget.
Sen, A. (2013). A Ideia de Justiça. Coimbra: Almedina.
Teodoro, A. (Org.). (2001). Educar, promover, emancipar: os contributos de Paulo Freire e Rui Grácio para uma pedagogia emancipatória. Lisboa: Edições Univ. Lusófonas.
Torres, C. A., Pilar, M., Wong, P. (2002). Paulo Freire: movimentos sociais e reforma educativa: Lisboa: Edições Univ. Lusófonas.

Bibliografia Complementar

Habermas, J. (2014). Teoria da racionalidade e teoria da linguagem. Lisboa: Almedina.
Levinas, E. (1998). Totalidade e infinito. Lisboa: Edições 70.
Ricoeur,P. (2010). Amor e justiça. Lisboa: Edições 70.

Planificação Semanal

26.01.2017
1. Teorias Críticas da Educação
1.1. Crítica da razão e da realidade educativa: entre o Iluminismo e o(s) Marxismo(s)

02.02.2017
1.2. Teoria Crítica da Sociedade e da Educação em Frankfurt: Adorno, Habermas e Honneth

09.02.2017
1.3. Sociologia crítica da Educação: Bernstein, Bourdieu e Boltansky
1.4. Pós-estruturalismo e pós-modernismo como Crítica epistemológica, ética e político-social da Educação no mundo contemporâneo: Foucault, Lyotard, Levinas e Derrida

16.02.2017
1.5. Teoria e pedagogia crítica da libertação: a obra de Paulo Freire

23.02.2017
2. Justiça Social: uma construção Política, Económica e Jurídica
2.1. J. Rawls e os princípios de “fairness”
2.2. Estado Justo: o minimalismo neoliberal de Nozick

03.03.2017
2.3. Pobreza, liberdade e desenvolvimento de “capacidades”: Sen e Nussbaum
2.4. Políticas de reconhecimento da alteridade: Taylor e Ricoeur

09.03.2017
3. Educação: Projeto Antropológico e Político
3.1. Homo educandus: A eficácia ambivalente da Educação
3.2. As teorias críticas como “boas práticas” de transformação social

Coerência do programa para com os objetivos

A fim de promover competências de análise e avaliação das múltiplas conceções críticas de Educação, os conteúdos incluem (C1) uma revisão das Teorias Críticas, concentrando-se na Escola de Frankfurt e na obra pedagógica de Paulo Freire. No que concerne à avaliação da Justiça Distributiva e da Política Liberal, face às desigualdades atuais, abordamos (C2) diversas propostas filosóficas, éticas, económicas e jurídicas de conciliação do interesse individual com o bem comum, desenvolvidas por Rawls, Nozick, Sen e Nussbaum. Para se atingir o objetivo de compreender e analisar a relação entre Educação e Justiça Social, estuda-se a Sociologia Crítica de Bourdieu e Boltansky (C1) que fornece a grelha interpretativa mais relevante, permitindo a distinção de processos de produção/reprodução social e de violência/resistência simbólica pela Educação. A fim de treinar a aplicação das teorias críticas da educação a situaçõese contextos educativos particulares, procede-se ao estudo de casos (C3).

Coerência dos métodos de ensino para com os objetivos

As metodologias de ensino e de avaliação privilegiam o envolvimento do estudante num processo de ensino-aprendizagem que se pretende cognitivamente significativo, autónomo, crítico e criativo, em consonância com os objetivos e os conteúdos da UC. Com este intento, recorre-se a um método predominantemente indutivo, maiêutico, em que os estudantes constroem as suas trajetórias de aprendizagem através da pesquisa interdisciplinar, dos estudos de caso e do debate argumentativo. As atividades de pesquisa, focalizadas nos autores, nos problemas e nos temas matriciais das Teorias Críticas da Educação, destacando-se as figuras da Escola de Frankfurt e de Paris (e.g. Adorno, Habermas, Honneth, Bourdieu e Boltansky), constituem o motor do processo pedagógico, devidamente orientado pelo docente. O escopo último reside na formação de um investigador/interventor em Educação e de um cidadão responsável com capacidade de problematização e de justificação do seu pensamento pedagógico, ético e sócio-po

competência genérica relevantedesenvolvida?avaliada?
Análise e sínteseSimSim
Aptidão para aplicação na prática dos conhecimentos teóricosSimSim
Capacidade crítica e de avaliaçãoSimSim
Capacidade de auto-critica e de auto-avaliaçãoSimSim
Capacidade de investigaçãoSimSim
Capacidade negocial  
Competência em informática e uso de novas tecnologias  
Competência em língua estrangeira  
Comportamento ético e responsável  
Comunicação oral e escritaSimSim
Conhecimento de outras culturas e costumes  
Preocupação com a eficácia  
Preocupação com a qualidadeSimSim
Resolução de problemasSimSim
Saber organizar, planear e gerirSimSim
Trabalho em equipaSimSim
Valorização da diversidade e da multiculturalidadeSimSim
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