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Newsletter DPE, outubro 2014

Ano 1, nº 3, outubro 2014

 

 

 

Editorial

 

Nuno Barata

Psicólogo. Docente do Departamento de Psicologia e Educação

Cada vez mais assistimos a uma proliferação de alunos com necessidades educativas especiais (NEE), alguns sem a adequação que se pede na sinalização dos mesmos; contudo, deve salvaguardar-se que não há criança nenhuma que não queira aprender.

O ensino deverá ser um direito de todos, independentemente das limitações ou maiores dificuldades que determinado aluno tenha. É aqui que se constrói um conceito fundamental, que é o da inclusão. Ao mesmo tempo considerado como fundamental pode, igualmente, tornar-se um conceito perigoso, já que corremos o risco de este conceito passar a exclusão. A inclusão pressupõe que o aluno com NEE inicie ou continue o seu percurso escolar inserido numa classe regular de uma escola regular, potenciando as suas capacidades e minorando algumas das suas limitações.

Por tudo isto, a premissa de que todos os alunos devem ser ensinados a apreciar as diferenças e similaridades do ser humano passa a estar mal contextualizada, podendo ser uma alavanca para o isolamento destes alunos, que irão sentir-se diferentes – que não o são -, com menores capacidades – que não as têm -, falhados – quando na realidade conseguem as mesmas coisas que os outros.

Perante isto, deveremos olhar para estes alunos da mesma forma, auxiliando-os a potenciarem as suas capacidades e minorando as suas limitações, para que não sejamos potenciadores de diferenças, quando realmente elas não existem e, quando existirem, ocultando-as com o trabalho e dedicação dos profissionais envolvidos, que serão fundamentais para a não estigmatização pelos colegas e sociedade. Caminhe-se pela uniformização das NEE como inclusão!

Neste sentido, o Mestrado em Educação Especial da UPT procurará responder às necessidades dos profissionais que intervenham na Educação Especial, dotando-os de ferramentas importantes que lhes permitam adquirir conhecimentos importantes no delineamento da intervenção e acompanhamento dos alunos com NEE e no Sistema Educativo de uma forma geral.

Com um corpo docente integralmente doutorado, este Mestrado pressupõe que a partilha do saber privilegiará o estudo e a reflexão sobre as situações práticas e reais dos contextos de trabalho com alunos com NEE, bem como partilhar aprendizagens e conhecer ferramentas que permitam, aos que pretendem adquirir competências em Educação Especial, atuar com eficiência e eficácia no contexto da Educação Inclusiva.

Por conseguinte, e apostando numa política formativa e de procura sistemática do conhecimento científico, abrir-se-á um espaço à discussão, reflexão e análise crítica com a realização do I Congresso Ibérico «Entre a Psicologia e a Educação Especial», que decorrerá na Universidade Portucalense Infante D. Henrique de 13 a 15 de novembro de 2014 (congressoiberico.uportu.pt).

Espero que todos juntos possamos definir estratégias e sedimentar socialmente o significado de Escola Inclusiva!

 

 

Investigação

Grupo de Intervenção Comunitária

O GIC-UPT é um grupo de intervenção comunitária, constituído por estudantes e o professor Gil Nata que, em articulação com o Gabinete de Apoio ao Aluno, pretende contribuir para a melhoria da sociedade. O grupo começou por fazer o levantamento de necessidades de algumas instituições de solidariedade social da freguesia de Paranhos, um trabalho ainda em curso.

Um dos seus objetivos é fazer a mediação entre as necessidades de voluntariado das instituições e a capacidade de voluntariado da comunidade UPT.

Paralelamente, o GIC-UPT concorreu a um concurso da Câmara Municipal do Porto, dando resposta a cinco desafios de diferentes instituições de solidariedade social da cidade do Porto. Das cinco, quatro passaram à segunda fase, e uma à final, sessão que contou com a presença do Presidente da Câmara, Rui Moreira. 

 

Dissertações  de Mestrado em Educação Especial

Deram entrada no Repositório Institucional da UPT, no ano letivo de 2013/2014, as seguintes dissertações de mestrado, disponíveis em acesso aberto (não são listadas aqui as dissertações disponíveis apenas em acesso restrito):

1. Barbosa, A.C.A. (2014). Perspetiva educacional da Audiologia. (Dissertação de Mestrado). Acedido em Repositório Institucional da Universidade Portucalense  (URI: http://repositorio.uportu.pt/jspui/handle/11328/789).

2. Brás, S.A.G. (2013). A perceção dos professores do ensino básico (1.º, 2.º e 3.º Ciclos) face à inclusão de alunos com necessidades educativas especiais, nas classes regulares. (Dissertação de Mestrado). Acedido em Repositório Institucional da Universidade Portucalense (URI: http://repositorio.uportu.pt/jspui/handle/11328/187).

3. Patrício, D.P. (2013). Proposta de ensino-aprendizagem de natação a crianças cegas: estudo de caso. (Dissertação de Mestrado). Acedido em Repositório Institucional da Universidade Portucalense  (URI: http://repositorio.uportu.pt/jspui/handle/11328/152).

4. Teixeira, S. R. (2013). A problemática da epilepsia. (Dissertação de Mestrado). Acedido em Repositório Institucional da Universidade Portucalense  (URI: http://repositorio.uportu.pt/jspui/handle/11328/91).

5. Vasconcelos, T.A.M. (2013). Educar a sociedade para a educação especial: um olhar sobre a educação. (Dissertação de Mestrado). Acedido em Repositório Institucional da Universidade Portucalense  (URI: http://repositorio.uportu.pt/jspui/handle/11328/668).

 

 

Recomendações de leitura

Tim, de Colleen Mc Cullough, (Difel 1993)

Sinopse: Mary Horton, solteirona na casa dos quarenta, rica, solitária, simples, acredita que não precisa de amor nem de amizade, satisfazendo-se com a sua confortável casa, o seu jardim, o seu Bentley e a casa de praia que comprou com o fruto do seu trabalho e dos investimentos realizados, com os livros que lê e a música que ouve sozinha.

Tim Melville, vinte e cinco anos, operário, é filho de Ron e Esme Melville que o receberam como uma dádiva para o seu tardio casamento. Tim tem a beleza e a graça de um deus grego, mas é um simples de espírito, uma criança grande.

No entanto, Ron e Esme, modestos operários australianos, pessoas sensatas e sem ambições, gostam dele pelo que é e preparam-no para trabalhar segundo as suas possibilidades. Tim é um trabalhador insignificante de uma empresa de construção civil, infatigável e esforçado. Dias de trabalho pesado e fins-de-semana passados com o pai num “pub” e noites tranquilas junto da família, a ver televisão, representavam para Tim toda a sua perspetiva de vida.

Quando Mary encontra Tim e o contrata como jardineiro durante os fins-de-semana, uma ligação muito forte vai nascer entre eles. Mary sente por Tim o mesmo tipo de amor que sentiria pelo filho que nunca teve; Tim, em contrapartida ensina-lhe a ver o mundo de uma maneira mais simples e otimista, trazendo à sua vida solitária o calor e o afeto que lhe faltavam. Tim, o primeiro romance de Colleen McCullough, tem já de “Pássaros Feridos” e “Uma Obsessão Indecente” que se lhe seguiram, a sensibilidade e a segurança das personagens e a mestria inconfundível de uma história bem contada.

 

 

New Perspectives in Special Education, de Michael Farrel, (Routledge 2012)

Sinopse: “New Perspectives in Special Education” abre as portas para o fascinante e vitalmente importante mundo da teoria que enforma a Educação Especial nos tempos contemporâneos. Examina marcos teóricos e filosóficos como o positivismo, o pós-estruturalismo ou a psicanálise, que contextualiza no quadro da educação especial. Apresentando uma refrescante e ponderada panorâmica sobre um amplo leque de debates, este livro guia o leitor através das principais ideias filosóficas que podem e são aplicadas à educação especial, e analisa criticamente algumas posições menos reconhecidas e questionadas por profissionais e académicos. A sua maior qualidade reside nas interrogações que levanta e na motivação do leitor para o exercício do pensamento crítico sobre uma área a partir da qual se podem levantar todas as questões.

 

 

Ligações Úteis

Tema do mês: Educação Especial

 

Hoje em dia, a Educação Especial pode ser muito apoiada pela tecnologia. Há programas e aplicações para “tablets” e computadores que são desenhados especialmente para crianças e adultos com necessidades educativas especiais e que podem ser um precioso amigo da aprendizagem.

Alunos com autismo ou défice de atenção usufruirão de aplicações de acesso orientado, que os professores podem programar para promover a concentração no trabalho ou leituras; alunos com dislexia ou dificuldades de leitura têm ao seu dispor aplicações que reproduzem os sons ou iluminam o texto ao mesmo tempo que se lê; para alunos invisuais ou amblíopes, há grandes desenvolvimentos nas ferramentas de reconhecimento de carateres que leem textos e imagens, ao mesmo tempo que obedecem à voz, substituindo a necessidade de digitar ou clicar por simples ordens vocais; as ferramentas de imagem permitem a alunos surdos e mudos aprender e comunicar por sinais, mesmo à distância.

O site “Learn NC” da Escola de Educação da Universidade da Carolina do Norte desfaz o mito que as crianças com necessidades educativas especiais não conseguem usar a tecnologia da mesma forma que as outras crianças, provando que, pelo contrário, a tecnologia potencia o desenvolvimento de uma aprendizagem com significado. Aqui encontram um excelente material de apoio para o uso da tecnologia na Educação Especial, incluindo planos de aulas, recursos, artigos e até software de fonte aberta pronto para ser usado.

Disponível em: http://www.learnnc.org/lp/pages/6917

 

Na página do “Ministério da Educação e Ciência” encontra-se documentação no âmbito da Educação Especial, nomeadamente legislação, documentos de apoio, documentos de referência e outra informação útil para docentes e encarregados de educação, incluindo uma ligação para a rede europeia EuroGuidance:

http://www.dge.mec.pt/educacaoespecial/

 

 

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